
A popularidade do governo Lula 3 não está das melhores. Até aliados estão preocupados com uma possível desistência de Lula de concorrer ao 4º mandato. As derrotas das últimas semanas foram acachapantes.
Primeiro, o indicado de Lula ao STF foi rejeitado. Fazia 132 anos que isso não acontecia na República. Depois, a Câmara dos Deputados derrubou o veto do presidente ao projeto da dosimetria. Isso significa que os presos do 8 de janeiro, os militares e Jair Bolsonaro terão suas penas reduzidas.
Dentro desse cenário, uma pergunta importante é: quais armas Lula ainda tem?
É interessante a gente separar em 4 categorias: armas econômicas, armas sociais, armas políticas e armas narrativas.
Na categoria de armas econômicas, Lula ainda tem bilhões para despejar na sociedade. Ou, ao contrário, bilhões que ele pode manter no bolso da sociedade.
Acabar com a taxa das blusinhas também é uma arma econômica poderosa.
A isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais é uma medida que o governo aposta que faça efeito.
Nas próximas semanas começará a fazer efeito o programa Desenrola 2.0, cujo objetivo é diminuir as dívidas que estão esmagando os brasileiros.
Já nas armas sociais, a principal aposta de Lula é o fim da escala 6x1.
Ninguém quer trabalhar de sábado e ganhar pouco. O efeito de diminuir 1 dia de trabalho com a manutenção do mesmo salário pode ser importante na campanha petista.
O fim da escala 6x1 tem muito mais efeito do que o programa ‘Gás do Povo’, que parece apenas dar o mínimo para o trabalhador.
As armas políticas de Lula são as que mais carecem de substância. Na impossibilidade de formar uma coalizão mais ampla, Lula precisou manter Geraldo Alckmin como vice. Até rolaram conversas para tentar atrair o MDB para a chapa, mas a iniciativa não prosperou.
Lula tem apanhado do Congresso. Isso é visto como fraqueza em ano eleitoral. Talvez, por esse motivo, Lula se volta para a pauta da soberania, que tem apelo, mas que não costuma ser o topo das preocupações dos brasileiros. Pautar Donald Trump como inimigo do Brasil até anima a base, mas não chega nas camadas mais populares.
O que nos faz entrar nas armas narrativas, que são o forte de Lula:
- Ao prometer zerar dívidas, diminuir taxas e impostos, Lula precisa não apenas dizer que a vida do brasileiro vai melhorar, mas, de fato, mostrar melhoras.
- Atacar as Bets, atacar Trump e atacar o bolsonarismo faz efeito na base de esquerda, mas não melhora a vida dos brasileiros.
O grande desafio narrativo de Lula é que só narrativas não serão o suficiente, afinal, é Lula quem está no governo. É ele quem tem poder político. Seu adversário, Flávio Bolsonaro, é quem está com as pedras. Lula sustenta o teto de vidro.
O cenário macroeconômico está forte. Desemprego em mínimas históricas, dólar caindo, inflação controlada, porém Lula não ganhará a eleição mostrando gráficos, mas sim mostrando geladeiras cheias. Só que fica difícil encher a geladeira de um brasileiro tão endividado. Os juros altos e as apostas online não permitem esse respiro.
O desafio de Lula é homérico. O Brasil voltou a trabalhar, mas não está vendo o dinheiro sobrar.
Em vez de pregar que ‘o amor venceu’, Lula precisa pregar que ‘o seu dinheiro rendeu’.

Todo mundo que trabalha com política já ouviu essa pergunta dezenas de vezes neste ano. Ela vem de diversas maneiras: "Será que o Lula ganha?", "E o Flávio Bolsonaro subindo nas pesquisas, hein?", “Tem como a 3ª via ganhar a eleição?”
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Nas últimas semanas, o ex-governador de MG, Romeu Zema, não saiu do noticiário. Sua postura combativa contra o STF e falas polêmicas têm lhe rendido a atenção que todo candidato à presidência da República precisa.