
A cada pesquisa se confirma que Flávio Bolsonaro não apenas perdeu tração, como pode ser substituído.
Bom, são muitos nomes e poucas certezas.
A família Bolsonaro tem cerca de 2 semanas para mostrar que não vai despencar nas pesquisas.
Ela carrega consigo o sobrenome Bolsonaro, tem uma oratória potente e é filiada ao PL, partido de principal do bolsonarismo. O fato de ser evangélica e mulher tem um apelo especial.
É um governador muito bem avaliado e tem por trás um partido potente, o PSD, que caminha para se tornar o maior partido do Centrão.
Romeu Zema não tem um partido grande para sustentar sua candidatura.
O foco do mineiro tem sido retórico. Zema tem falas que agradam a direita e a extrema direita e é visto como um verdadeiro outsider.
Quem é atento às redes sociais já percebeu que Renan tem potencial para incomodar - e muito - os bolsonaristas. Não se surpreenda se o presidenciável do partido Missão terminar essa eleição com cerca de 10% dos votos.
Todos esses pré-candidatos estão apenas aguardando maiores deslizes de Flávio Bolsonaro.
Quando todos achavam que Flávio estava destruído, ele conseguiu uma reunião com Donald Trump e gerou complicações ao governo Lula, além de forte engajamento nas redes sociais.
A esquerda está toda unida em torno de Lula. O mesmo não pode ser dito sobre a direita.
Se a família Bolsonaro perder força, existem personagens famintos para tomar a direita de assalto.
O resultado das próximas pesquisas vai determinar o futuro.

O mal do malandro é achar que só a mãe dele fez filho esperto. Daniel Vorcaro, quando se olhava no espelho, certamente pensava: Espelho, espelho meu, será que existe alguém mais esperto do que eu?Ao comprar parte do sistema político e do sistema judiciário brasileiro, o banqueiro se julgou imune.

Acompanho, como de resto milhões de brasileiros, o imbróglio do novelo de fatos e versões que emolduram a trajetória do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido num dos maiores escândalos conhecidos do setor financeiro.